Autonomia, Compromisso, Responsabilidade

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Notícias

2017-04-21 07:30:00

A PROPÓSITO DA MUDANÇA - UM ESCLARECIMENTO

A ACIRES XXI - Círculos de Inovação da Rede Educação Século XXI tem vindo a ser contactada por cada vez mais professores, escolas e outras entidades no sentido de apoiar a necessidade sentida na mudança de práticas e de realidades educativas. Daremos uma resposta positiva a todos os contactos que temos recebido, dentro das nossas possibilidades e, também, limitações (principalmente de tempo).
Nas várias reuniões que temos tido com esses colegas de profissão (muitos e cada vez mais professores), mas também com autarcas, pais, diretores e subdiretores de escolas, diretores de centros de formação, psicólogos e assistentes sociais, profissionais ligados às artes e à educação física, terapeutas, assistentes administrativos e assistentes operacionais; três realidades são claras (como água límpida): (i) o sentimento de que a realidade não é boa (há que aumentar a felicidade e o significado do ato educativo nas nossas escolas), (ii) a necessidade de não cometer ilegalidades e (iii) o receio de começar a fazer revoluções.
É sobre estas três realidades que queremos deixar aqui um esclarecimento público.
Sobre a primeira, congratulamo-nos com esse sentimento crescente, pois acreditamos (profundamente) que é possível aprender com felicidade. Aliás entendemos, que só é possível aprender com felicidade! O resto é reter conteúdos por obrigação para rapidamente esquecer. Com felicidade e com uma aprendizagem significativa (é por isso que tem de ser autorregulada) teremos aprendizagens profundas.
Sobre a segunda realidade há um pouco mais a dizer.
Percebemos as dúvidas e os receios ligados à legalidade. Apesar disso, a questão do enquadramento legal não se coloca, já que não existe qualquer ilegalidade na mudança de práticas educativas,. A ACIRES XXI – Círculos de Inovação da Rede Educação Século XXI baseia toda a sua ação na Lei e na Ciência.
Sobre as revoluções, aí sim, há muito mais a referir.
Temos de ter presente que nada se faz de repente, com alterações bruscas que só causam enormes nível de incerteza e de receio em perder o controle do que se sabe, se faz e sempre tem feito. Não queremos alterações radicais! A única atitude necessária para começar a implementar mudanças é permitir a abertura das “zonas de conforto” pessoais, o mais confortavelmente possível... Isso sim, é um grande desafio pessoal :)
Apesar desse desafio (para cada um de nós), há mudanças "radicais" (de perspetiva e de conceito sobre a chamada "prática pedagógica") que acabam por acontecer, quase sem se dar por isso (lenta e naturalmente). Dito de outra forma, há alterações culturais (digamos assim) que ocorrem. Falamos de um determinado modo de entender a escola (cultura de escola), em que é o professor que tudo dirige e comanda, deixando aos alunos um papel que, muitas vezes, acaba por ser de mera audiência no ato educativo. Mas essas modificações serão acompanhadas muito de perto (é o apoio que nos comprometemos a dar, através de um trabalho que denominamos de imersão) e terão de se fazer passo a passo. Um passo de cada vez e sempre em função de cada contexto onde esses Círculos de Inovação entrarem em funcionamento.
Obviamente, ninguém vai acabar com os anos de escolaridade, nem com a aula ou com os programas que estão definidos (apesar destes estarem repletos de conteúdos habitados por saberes prescritivos e inertes que vêm dos tempos da outra senhora). Todos essas caraterísticas presentes no sistema educativo que temos continuarão a existir, mas passarão a ser encaradas de outro modo para que, a pouco e pouco (reforça-se), os professores vão ganhando novas seguranças (na sua prática) e possam, por si próprios, perceber que elas necessitam de passar a ser olhadas de outra maneira e, eventualmente, reconceptualizadas. Assim, um outro “modelo” (sem modelo...) começará a brotar naturalmente, sem ir contra a Lei e a Ciência.
Na ACIRES XXI – Associação Círculos de Inovação da Rede Educação Século XXI, queremos ter crianças e jovens felizes e fortemente qualificados para a sociedade atual. Queremos também defender os professores, revalorizar-lhes a profissão e fazer com que ser professor volte a ter a dignidade perdida! 
Para tal, não podemos continuar a agir como se o mundo fosse o mesmo do século XIX e do século XX. A sociedade atual não tem nada a ver com essas realidades e é exatamente por isso que, na nossa opinião, a profissão de professor é tão pouco reconhecida socialmente. Está nas mãos de todos os professores fazer com que isso mude. 
Enganam-se, redondamente, aqueles que acham que uma mera revalorização salarial traria essa modificação (apesar dela ser necessária e urgente, logo que a situação do país o permita). Aliás, se a profissão docente tivesse o peso social que já teve, nunca ninguém teria tido a veleidade de a atacar, e a escola pública, da forma como o foi nos últimos anos...
Mas queremos também que se entenda que, apesar do papel determinante dos professores, a escola pública não é um domínio exclusivo deles. Há muitas outras profissões e atividades, com forte potencial educativo, que têm de agir e interagir com a escola para que o ato educativo seja mais abrangente e deslocalizado (indo para além do edifício chamado escola). De facto, uma escola são (muitas) pessoas e não um edifício!
Queremos chegar a uma nova praia com um sorriso na face, sentido que o mar que nos rodeia e no qual (ainda) navegamos, está, finalmente, tranquilo. Em conjunto, colaborativa e solidariamente, abriremos novos mundos ao mundo!
Concluindo: Não queremos revoluções! Pretendemos evoluções sustentadas, sustentáveis, felizes e significativas!