Autonomia, Compromisso, Responsabilidade

Autonomia, Compromisso, Responsabilidade

Autonomia, Compromisso, Responsabilidade

Autonomia, Compromisso, Responsabilidade

Autonomia, Compromisso, Responsabilidade

Autonomia, Compromisso, Responsabilidade

 

Notícias

2016-04-30 08:00:00

O ENSINO NO SÉCULO XXI

Andreas Schleicher, reconhecido habitualmente como uma das pessoas mais influentes em Educação, dada a sua função de coordenação do PISA (Programme for International Student Assessment), afirma algo que parece chocar com a "dificuldade" de assimilação dessa realidade pela escola pública portuguesa: "o sucesso educativo já não reside maioritariamente na reprodução de conteúdos, mas na extrapolação daquilo que sabemos e na sua aplicação criativa a situações novas".

Na escola pública portuguesa continuamos om um modelo pedagógico-educativo característico do século XX (tributário do século XIX), com currículos prescritivos (a partir do próximo ano com a "maravilha" da liberdade de 25% para a autonomia curricular nas escolas), ensino com características disciplinares, avaliações tradicionais (através de testes sumativos e de exames), ausência de equipas educativas em trabalho com os alunos para contrariar o individualismo da "sala de aula", falta de apropriação curricular e desconhecimento do que é desenvolver projetos integrados de aprendizagem pelos alunos.

Muito há a mudar neste país!

Claro, não se muda tudo de repente; já sabemos.
Obviamente, as mudanças têm de se fazer passo a passo.
Apesar dessas serem verdades a serem tidas em conta, este é o discurso que ouvimos há anos na maioria daqueles que não querem ou não conseguem mudar, continuando a deter o poder para o fazer (professores e diretores). De facto, as mudanças nunca ocorrerão quando o discurso "pedagógico" (oficialmente aceite nas escolas) relega as minorias (os que querem mesmo mudar e construir projetos de inovação) para a ditadura de uma maioria que não quer, tem medo de o fazer ou não tem a mínima visão de como o concretizar.

Há muito a alterar na escola pública portuguesa (organizativa, curricular e pedagogicamente)!

Quando? Como?

As perguntas ficam para refletirmos e agirmos; não para ficarmos parados só a pensar!

Ver artigo